• 28 de fevereiro de 2024

CARREFOUR, RESPEITE A BAHIA E DEVOLVA NOSSOS EMPREGOS!

À sociedade e autoridades brasileiras. Nós, abaixo-assinados protestamos e repudiamos o fechamento de várias lojas do Carrefour na Bahia e em outros estados. A demissão em massa é o Carrefour contra os baianos e a Bahia!

Em 24 de março de 2021, o Carrefour informou que comprou o Grupo BIG (ex-Walmart) por R$ 7,5 bilhões. “A aquisição do Grupo BIG expandirá a presença do Carrefour em regiões como o Nordeste e Sul do país, e que oferecem forte potencial de crescimento”, dizia o comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Em 26 de dezembro de 2023, o Carrefour anunciou o fechamento de grande parte das lojas na Bahia, Ceará, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Com isso, a expectativa de milhares de baianos e brasileiros, de trabalharem em uma das maiores empresas de supermercados do mundo, virou o PESADELO do DESEMPREGO com DEMISSÃO EM MASSA. Lamentavelmente, é como agem grandes grupos internacionais nos países em desenvolvimento. Compram empresas e geram grandes expectativas de desenvolvimento na sociedade e nas economias onde se instalam. Depois, encerram as atividades e vão embora, deixando o rastro do desemprego e da incerteza.

A atitude do Carrefour de FECHAR MUITAS LOJAS na Bahia, em pleno final de ano, quando as pessoas vivem um clima de fazer um ano novo melhor, especialmente no seu trabalho, foi um PRESENTE DE GREGO no Natal de milhares de pais e mães de família que trabalhavam na empresa.

Além de tirar os empregos dos funcionários diretos, a medida teve efeito devastador para fornecedores, promotores e terceirizados também perderam seus empregos. A estimativa é de 4 MIL POSTOS DE TRABALHOS PERDIDOS. Em uma família com 4 integrantes, em média, são 16 mil pessoas que dependem desses demitidos em questões como alimentação, saúde e escola.

Essa atitude do Carrefour VAI CONTRA SEU PRÓPRIO LEMA: “Tudo o que a gente faz é pensando em criar um mundo melhor para as pessoas ao nosso redor”. Desse jeito? Fechando lojas após dois anos, quando comprou de outro grupo, e demitindo pais e mães de família? Assim, a empresa só piora o mundo para quem lhe ajuda a crescer. Essas lojas fechadas funcionavam há décadas na Bahia, mantendo empregos e ajudando o comércio e a economia da Bahia.

Por isso, nos dirigimos à sociedade brasileira; às Câmara de Vereadores vereadores; presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Adolfo Menezes, e deputados estaduais; ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e senadores; ao presidente da Câmara Federal, Arthur Lira, e deputados federais; ao vice-governador Geraldo Júnior; ao governador Jerônimo Rodrigues; ao secretário do Trabalho Davidson Magalhães; ao ministro do Trabalho Luiz Marinho; ao vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin; e ao presidente Lula.

NÃO PODEMOS ACEITAR que grandes empresas estrangeiras venham para o Brasil, se instalem em cidades brasileiras (concorrendo de forma desigual com empresas nacionais), e encerrem suas atividades ou fechem lojas, de repente. Trata-se de um grupo atua em 33 países com mais de 10.860 lojas, com um volume de 13 milhões de pessoas todos os dias passando por seus estabelecimentos. Precisamos de LEIS para PROTEGER A ECONOMIA, OS SETORES PRODUTIDOS e os TRABALHADORES e TRABALHADORAS do País dessa ação predatória, como a do Carrefour, que vai contra os baianos e a Bahia.