O SintraSuper acompanhou, em Brasília nesta quarta-feira (2), a votação da PEC que a caba a escala 6×1 no Senado. Primeiro, nossos dirigentes Anderlei Costa (secretário-geral) e Taína de Jesus (secretária de Imprensa) celebraram a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) aprovar a PEC.
Depois, viram o jogo sujo dos senadores da oposição, liderados por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que esvaziaram os trabalhos e a PEC não foi para votação em Plenário. “É lamentável ver esses políticos da direita irem contra o sentimento da população [mais de 70% apoiam o fim da escala e a redução da jornada de trabalho]. Mas, a luta continua. Seguimos com a CTB na pressão até a vitória final”, destacou Anderlei Costa.
Taína de Jesus alerta os trabalhadores e as trabalhadoras. “Em outubro, teremos eleições para presidente e senadores, além de deputados federais e estaduais. Temos que votar em candidatos que estão do nosso lado, defendendo nossas pautas, e derrotar quem sempre vota contra nossos direitos”, destacou.
AÇÃO DE FLÁVIO BOLSONARO
Por conta dessa manobra da extrema-direita, a base do governo no Senado decidiu não arriscar. Assim, a proposta só deve ser votado após o 1º turno das eleições, em outubro. “Hoje, houve um movimento bem sucedido da oposição”, afirmou o líder do governo, senador Randolfe Rodrigues (PT-AC), referindo-se ao esvaziamento do plenário e à consequente impossibilidade de votação.
Randolfe atribuiu a uma “ação coordenada” de oposicionistas – com participação direta de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do líder da oposição, o senador Rogério Marinho (PL-RN) – para desmobilizar a presença dos parlamentares para uma possível votação. “A oposição ao nosso governo é contra o fim da escala 6×1. Ponto”, disse.

A última etapa para a aprovação da matéria é justamente a votação no plenário do Senado, em dois turnos, com o mínimo de 49 votos favoráveis, o que corresponde a 60% do apoio dos 81 senadores. A PEC 221/2019 prevê descanso remunerado de dois dias por semana, sem redução salarial, e reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição de 14 meses.
com informações da Agência Brasil








