A segunda vitória do presidente Lula contra o bolsonarismo (primeiro contra Jair Bolsonaro e, agora, Flávio Bolsonaro) mostra como as elites não sabem perder e tentam retaliar quem deu a vitória ao candidato do PT. O que se viu nas redes sociais foram postagens de influenciadores, políticos e empresários dizendo que era preciso demitir trabalhadores que votaram em Lula.
Mostra que o assédio eleitoral não acontece apenas durante a disputa, permanecendo depois do resultado. O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu, até as 10h desta quinta-feira (29), cerca de 3.396 denúncias desse crime no trabalho, sendo 2,6 mil apenas em outubro.
O SintraSuper está atento para qualquer situação dessa nos supermercados de Salvador. “É lamentável esse tipo de atitude. Acionamos nosso jurídico e pedimos que os trabalhadores e as trabalhadoras denunciem qualquer retaliação nas lojas porque expressaram sua preferência política”, afirma.
Rosa critica a hipocrisia de quem fala em liberdade, mas quer que todo mundo pense igual e vote igual. “É lamentável ver pessoas incentivando demissão e recusa de contratação de trabalhadores por preferência política. Até mesmo empresários estão sendo vítimas, com gente promovendo listas de boicote a empresas que supostamente teriam apoiado o presidente Lula. Quando Fernando Haddad perdeu para Jair Bolsonaro em 2022, ninguém da esquerda pediu para se retaliar quem votou no 22. Queremos respeito aos trabalhadores e às trabalhadoras”, destaca.








