O SintraSuper marcou presença no ato “Mulheres Vivas”, que integra uma mobilização nacional pelo fim do feminicídio e da violência contra as mulheres. O protesto neste domingo (14) foi marcado por uma caminhada do Cristo até o Farol da Barra. Na sexta-feira (12), diretoras do Sindicato fizeram panfletagem nos supermercados e na estação do Metrô na Lapa, para convidar as trabalhadoras e a população.
“Sindicatos precisam transformar a bandeira de classe numa frente de luta com raça e gênero. Não haverá avanço social e econômico se a sociedade continuar matando as mulheres assim como e impossível haver avanço se o Brasil continuar um país racista e lgbtfóbico. A nossa luta é pela vida e por democracia, liberdade direitos reparatórios e pelo Bem viver”, afirma Josélia Ferreira, secretária de Gênero, Raça e Etnia do SintraSuper.
Para a secretária de Imprensa da entidade, Taína de Jesus, é importante fazer esse debate com toda a sociedade, principalmente com a nossa categoria, que tem maioria de mulheres. “Precisamos acabar com o feminicídio e a violência crescente contra a vida das mulheres. Isso, também, impacta a vida das trabalhadoras de supermercados. Temos que denunciar, fazer campanhas de conscientização e leis mais rígidas para acabar esse massacre contra a vida das mulheres”, enfatiza.


PUNIR AGRESSORES E POLÍTICAS PÚBLICAS
Outros sindicatos presentes foram a APLB, ASSUFBA, SINTRACOM-BA, Sindicato dos Comerciários, Sindicato dos Bancários, FETRACOM-BASE e FEEBBASE. Para a presidenta da União Brasileira de Mulheres (UBM) na Bahia, Jéssica Baiano, “é importante reforçar a responsabilização e a punição dos agressores, além do fortalecimento das políticas públicas de combate à violência de gênero”.

A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) lembrou os dados da Secretaria de Segurança Pública: Na Bahia, entre janeiro e 8 de dezembro de 2025, foram registrados 97 feminicídios. “Não queremos ver mais mulheres assassinadas. Lutamos por uma sociedade melhor para todas as mulheres viverem dignamente”, enfatizou.
NÚMEROS ABSURDOS
O ato deste domingo é para se refletir e mudar números absurdos no Brasil
>> No Brasil, em 2025, foram 1.180 feminicídios. Em 2024, foram 1.459 registros (quase 4 mulheres assassinadas por dia). Cerca de 3,7 milhões de mulheres sofreram um ou mais episódios de violência nos últimos 12 meses. O Ligue 180 realiza quase 3 mil atendimentos diários. (Mapa Nacional da Violência de Gênero)
>> Mulheres evangélicas estão entre as que mais sofrem violência doméstica. 42,7% delas afirmam ter sofrido algum tipo de agressão de parceiro ou ex-parceiro — contra 35,1% das católicas. (Pesquisa “Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil 2025”, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e Datafolha)
>> Cerca de 87% das mulheres negras sofreram agressões psicológicas, 78% físicas e 25% sexuais. Nos últimos 12 meses, 18% foram alvo de falsas acusações, 17% viveram episódios de gritaria ou quebra de objetos, 16% foram insultadas, 16% humilhadas e 10% ameaçadas. (Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher Negra, do DataSenado e Nexus, em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência)









