Com o lema “Hora de aumentar a pressão”, o SintraSuper intensificou as ações da Campanha Salarial 2025 nos supermercados de Salvador. Nesta quinta-feira (20), dirigentes e ativistas realizaram manifestações nas empresas Assaí e Atacadão, na Barros Reis, e Atakarejo e G Barbosa, na região do Iguatemi.
Os dirigentes distribuíram folheto com informações das últimas negociações, quando os patrões ofereceram como reajuste para os pisos salariais a reposição da inflação (4,87%) e apenas 0,5% de ganho real. Para quem ganha acima e demais cláusulas econômicas, apenas o índice inflacionário.
“Um absurdo, diante dos bons números do setor em 2024. Cresceu o volume de vendas em 11,6%, maior que no Brasil, que foi 5,8%. Além disso, a receita nominal aumentou em 13,7%”, disse o vice-presidente Edvã Galvão. “Ou os patrões avançam na próxima reunião [dia 26/3], ou vamos ser mais radicais nas manifestações, inclusive com a possibilidade de greve”, completou Antônio Suzart.

As dirigentes Josélia Ferreira, Dalva Leite e Taína de Jesus ressaltaram questões relacionadas às trabalhadoras, como a reivindicação da creche, “uma vez que muitas saem do trabalho por não encontrar um local para deixar seus filhos”, argumentaram.

Também falaram nos atos os dirigentes Anderlei Costa, Erivaldo José, Antônio Sebastião, Matias Santos, Adilson Alves e Evilásio Lima. Eles reforçaram as críticas à proposta absurda dos patrões, a importância do fim da escala de trabalho 6×1 e de melhorar o valor da alimentação, além de denunciarem problemas que têm prejudicado os funcionários das empresas visitadas.

SE LIGUE NAS REIVINDICAÇÕES DE 2025:
REAJUSTE DE 8,50%: Os números mostram que os patrões podem assinar um acordo com aumento decente e cláusulas sociais melhores. Esse ano, o reajuste pedido considera o crescimento do comércio e dos supermercados, e o aumento do salário mínimo (7,5%).
FIM DA ESCALA 6×1: O Brasil apoia: 65% da população aprova a medida, segundo a Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados (entrevistou 2 mil pessoas entre 10 e 15 de janeiro). Vai gerar mais empregos com novas turmas de trabalho; mais qualidade de vida; mais convívio familiar; e descanso adequado.
ALIMENTAÇÃO DE R$ 25,00: Hoje, R$ 16,12 mal dá pra comer. É hora melhorar esse valor e permitir que a categoria tenha alimentação digna. Muitas empresas não têm refeitório e um PF na rua custa, em média, R$ 20,00.
CRECHE: Essa é uma luta histórica dos sindicatos para as trabalhadoras. Muitas largam o trabalho por não terem onde deixar os filhos. Quem gera a vida para a sociedade merece ter ajuda nessa questão.








