Suzart debate 1º de Maio na UFBA e convida para ato no Jardim de Alah

Fotos: Manoel Porto

Além das ações de rua e atividades culturais programadas, o 1º de Maio desse ano despertou o interesse da academia. Foi assim no 1⁰ Encontro de Economia do Trabalho e Desenvolvimento, realizado nesta quinta-feira (30), pela Faculdade de Economia da UFBA, em Salvador.

O dirigente do SintraSuper e da FEC Bahia, Antônio Suzart foi convidado com o vice-presidente da CTB Bahia, Hermelino Neto e o presidente do Sindicato dos Bancários, Elder Perez para debater vários temas envolvendo a data. Os sindicalistas reforçaram o convite para o ato nesta sexta-feira, no Jardim de Alah (Costa Azul), que terá Treinão, atividades culturais, falas políticas e show com o Olodum.

Suzart fez um panorama sobre os trabalhadores comerciários, especialmente de supermercado. “Durante o ano, atuamos para melhorar o ambiente de trabalho e os salários. Mesmo com a situação financeira difícil dos sindicatos após a reforma trabalhista de Temer e Bolsonaro. Nossa luta atual é para a implantação da escala de trabalho 5×2, visando mais qualidade da vida para os trabalhadores. Mesmo com a redução da jornada, o comércio continuará funcionando aos domingos e finais de semana, sem prejuízos para a população e sem redução dos postos de trabalho nem dos salários”, pontuou.

LUTA SINDICAL E LUTA POLÍTICA

Hermelino Neto destacou que a luta não é desconectada do momento político, denunciando a derrota da democracia no Senado, com a rejeição da indicação de Jorge Messias para o STF. “Nossos desafios seguem pela valorização dos trabalhadores e melhores condições de trabalho. Por isso, é importante a redução da jornada de trabalho e melhores salários”, afirmou.

Elder Perez explicou a organização da luta da categoria, de maneira nacional. “Atuamos no curso dos acontecimentos políticos. Com governos democráticos e populares, como o de Lula, conseguimos mais ganhos econômicos, enquanto que em governos de direita, tivemos perdas salariais e de direitos. Por isso, é importante seguir nesse projeto e mudar a configuração do Congresso Nacional, hoje muito conservador e que vota contra os trabalhadores, que precisam reforçar a pressão para o fim da escala 6×1”, enfatizou.