Justiça argentina suspende jornada de 12h diária e derrota direira

Javier Milei e Flávio Bolsonaro, seu admirador. Fotos: Poder360 e Difusora Mossoró

Assim como os governos Temer e Bolsonaro, o presidente de extrema-direita da Argentina, Javier Milei, tenta implantar uma reforma trabalhista e acabar com direitos da classe trabalhadora lá. Ele provou vários absurdos no Congresso argentino.

Mas, a Justiça suspendeu trechos da sua reforma que previam mudanças nas regras de trabalho e atinge 82 artigos da lei. Segundo a agência de notícias AFP, entre os pontos suspensos estão:

>> ampliação da jornada de trabalho para até 12 horas diárias, com possibilidade de compensação conforme a demanda, sem pagamento de horas extras;

>> redução do valor das indenizações por demissão;

>> possibilidade de parcelamento das indenizações;

>> restrições ao direito de greve;

>> regras que dificultavam o reconhecimento de vínculo empregatício.

Desde que a reforma foi aprovada pelo Senado, centrais e sindicatos passaram a questionar a legalidade de vários pontos e recorreram à Justiça.

Segundo os jornais La Nación e Clarín, o juiz do trabalho Raúl Horacio Ojeda suspendeu os 82 artigos a um pedido da Confederação Geral do Trabalho (CGT). A decisão é provisória e vale até o julgamento definitivo do caso.

ELEIÇÕES NO BRASIL

Essa vitória, mesmo que parcial, é importante para fazer o contraponto ao candidato da extrema-direita no Brasil: Flávio Bolsonaro. Além de declarar apoio aos desmandos de Javier Milei, recentemente ele falou que, se for eleito, fará nova reforma trabalhista no País. E repetiu a frase do pai ex-presidente: “O trabalhador no Brasil terá que escolher entre não ter direitos e ter emprego, ou ter direitos e não ter emprego.

O momento é para o movimento sindical informar suas categorias do que estará em jogo nas eleições de outubro. Ou manter o projeto de reconstrução do Brasil com Lula, que tirou o Brasil, novamente, do mapa da fome; garantiu valorização do salário mínimo; gerou mais de 4 milhões de empregos em 3 anos; reduziu do desemprego a 5,8%; e retomou vários programas sociais. Ou retornar ao triste passado do governo anterior.