Na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça (22), o presidente Lula (PT) deu recados ao mundo, especialmente ao governo Donald Trump, sobre o Brasil e defender a soberania nacional. O petista afirmou que o país não aceita interferências externas em sua democracia e não se submete à influência de nenhuma potência.
A fala ocorre em meio às ameaças e declarações do governo dos Estados Unidos sobre a política brasileira e as eleições deste ano. “Na América Latina e no Caribe, a proximidade com a maior potência do mundo é inescapável. O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, afirmou, arrancando aplausos dos líderes mundiais.
O presidente também criticou o retorno de pressões internacionais sobre processos democráticos. “Percorremos um longo caminho para restaurar a vontade popular. A democracia está novamente em xeque. Voltamos a ver ingerências externas em processos eleitorais, investidas neocoloniais por recursos estratégicos e anacronismos. “Somos chamados a optar entre o multilateralismo e unilateralismo. Soberania ou subordinação”, ponderou.
AMÉRIA LATINA
Sobre a relação entre América Latina, Caribe e Estados Unidos, o presidente afirmou que a cooperação deve substituir a lógica da pressão e do confronto. “Precisamos de parceiros com uma agenda positiva que fomente o desenvolvimento. Diferenças ideológicas não devem ser obstáculo para maior integração”, disse.
O presidente destacou que o Brasil não precisa de demonstrações militares, mas de colaboração para enfrentar problemas concretos. “Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas. Precisamos de cooperação para estancar o fluxo de armas e de dinheiro que abastecem o crime organizado”, declarou, dizendo que esse foi o espírito da proposta entregue ao presidente dos EUA.
CRISE DE LIDERANÇA
No discurso, Lula afirmou que o mundo vive uma “profunda crise de liderança” e destacou que 2025 registrou o maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial. Para o presidente , o cenário atual exige uma atuação mais forte dos organismos multilaterais.
“Os líderes dos países do Conselho de Segurança precisam se reunir. Não desconheço as realidades do poder. A guerra não é a continuação da política por outros meios. É a falência total da política”, frisou.
Com informações do g1








