Taina de Jesus destaca importância do 12º Congresso da UBM Brasil

Aos 38 anos de luta em defesa das mulheres, a União Brasileira de Mulheres (UBM) realizou seu 12º Congresso nos dias 26, 27 e 28 de junho, em São Paulo. O evento reuniu mulheres sindicalistas, parlamentares e de diversos movimentos sociais.

Com o tema “Pra ser feliz eu vou à luta”, o congresso debateu temas como democracia, autonomia econômica, saúde, enfrentamento às violências, igualdade racial, educação, direitos humanos, desenvolvimento sustentável, participação política e o fortalecimento da UBM junto aos sindicatos e às trabalhadoras.

As trabalhadoras de supermercados de Salvador foram representadas pela secretária de Imprensa do SintraSuper, Taína de Jesus, que destacou a importância do congresso. “Debatemos a importância das mulheres se fortalecerem e conquistarem todos os espaços de poder e decisão; o combate à violência contra a mulher e ao feminicídio. Também tratamos da luta pelo fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho sem redução salarial, que fará com que as trabalhadoras, que possuem múltiplas jornadas, tenham mais tempo para viver com saúde e dignidade”, pontuou.

Para a presidenta da UMB Bahia, Jéssica Baiano, o Congresso foi um momento de reflexão, construção política e fortalecimento da luta coletiva. “Reunimos mulheres de diferentes trajetórias para debater os desafios do presente e reafirmar o compromisso com um país mais democrático, justo e com igualdade para todas. A nossa luta é para transformar a realidade”, afirmou.

1ª PRESIDENTA NEGRA

O 12º Congresso Nacional da UBM elegeu Manuella Mirella a nova presidenta da entidade. Pela primeira, a UBM será presidida por uma mulher negra, reafirmando o compromisso da entidade com a diversidade, a representatividade e a construção de um feminismo emancipacionista.

Natural de Olinda (PE), Manuella é formada em Química pela UFRPE, militante feminista, da UJS, e tem uma trajetória marcada pela organização da juventude e do movimento estudantil, tendo presidido a UEP e a UNE. Sua eleição marca o início de um novo ciclo para a UBM, fortalecendo a luta pelos direitos das mulheres, pela democracia, pela soberania nacional e por um Brasil mais justo e igualitário.

com informações da UBM