SintraSuper participa de ato por justiça em Salvador

São 16 anos de impunidade, sendo que os mandantes e os executores dos assassinatos de Paulo Colombiano e Catarina Galindo foram devidamente identificados pela polícia civil da Bahia. Essa situação levou, mais uma vez, familiares, sindicalistas e amigos do casal a realizarem um ato nesta segunda-feira (29).

Em frente ao Fórum Ruy Barbosa, os manifestantes denunciaram a lentidão da Justiça e cobram punição para os mandantes, que estão soltos. “Colombiano era um sindicalista exemplar e sério. Sua esposa Catarina era funcionária do PCdoB e querida por todos. Foram covardemente assassinados. A CTB e os sindicatos não deixarão que esses crimes sejam esquecidos, até que a justiça seja feita”, disse Rosa de Souza, presidenta da Central na Bahia e do SintraSuper.

O presidente da FEC Bahia, Jairo Araújo, subiu o tom sobre a morosidade da Justiça. “Ao não julgar, a Justiça faz um julgamento no sentido da impunidade e dá o recado, infelizmente, de que crimes como esse compensam. A Justiça que deveria julgar, condenar e determinar a prisão, garante a liberdade de criminosos. Esse ato aqui é de coragem e determinação, e precisa seguir acontecendo”, frisou, ao lado de dirigentes do SintraSuper e do Sindicato dos Comerciários.

PROCESSO NO STF

Irmão Catarina e presidente do PCdoB da Bahia, Geraldo Galindo destacou que a família segue na luta, também no campo jurídico. “Já conseguimos vitórias importantes, mas teve um problema na redação da sentença que fez o caso ir ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, depois, ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde o processo será analisado pelo ministro Nunes Marques. Que ele faça cumprir a lei e garanta punição aos criminosos”, disse.

O presidente do Sindicato dos Rodoviários e vereador, Hélio Ferreira, reafirmou a disposição de manter essa luta firme. “É revoltante. Poderia ser qualquer um de nós. Quando tem um crime dessa natureza com impunidade, é querer calar a voz de quem solta sua voz para defender as pessoas e as coisas corretas. Não vamos desistir de garantir justiça nessa caso”, afirmou.

Pelo SintraSuper falaram Edvã Galvão (vice-presidente) e Antônio Suzart (secretário de Finanças), que estavam ao lado de outros diretores e assessores.