Dirigentes do SintraSuper debatem PLR com Dieese e Comerciários

A discussão sobre remunerações variáveis, como PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e PPR (Programa de Participação nos Resultados) das empresas foi o centro de um debate importante promovido, nesta segunda-feira (25), pelo Sindicato dos Comerciários e o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

O encontro teve a participação, como debatedor, do secretário de Finanças do SintraSuper, Antônio Suzart. A palestra foi realizada pela supervisora técnica do Dieese, Ana Georgina Dias, que traçou um panorama das negociações sobre PLR e PPR no Brasil atual e apontou alguns caminhos para que os sindicatos possam assinar melhores acordos com as empresas.

Suzart chamou atenção para quem trabalha nas empresas e não recebem os benefícios quando os acordos são assinados, como terceirizados, autônomos e trabalhadores contratados como pessoas jurídicas. “Isso mostra a importância da CLT no mercado de trabalho. Além do ganho político ao negociar PLR e PPR, os sindicatos vem conquistando ganhos financeiros, com apoio dos trabalhadores, que entendem a importância das entidades para que eles tenham esse dinheiro a mais”, pontuou.

MELHORAR A LEI

O dirigente ressaltou o ponto ruim desse processo. “As empresas não enviam a proposta com antecedência para que os sindicatos possam avaliar com mais tempo e propor ajustes. Geralmente, apresentam próximo às negociações da Convenção Coletiva, o que interfere na mobilização da categoria, pois os trabalhadores perguntam sobre o PLR no momento da campanha salarial. Também precisa melhorar a lei sobre PLR e PPR, que são vagas em muitos pontos, favorecendo às empresas”, disse.

Para o vice-presidente do Sindicato, Edvã Galvão, é importante as comissões constituídas pelos representantes dos sindicatos se anteciparem e enviarem propostas de PLR para as empresas. “Ao invés de debatermos a pauta que eles enviam, vamos debater a nossa pauta com as regras e percentuais que consideramos mais jutos”, defendeu.