Sindicatos e CTB defendem fim da escala 6×1 na Conferência do Trabalho

Em meio a vários debates importantes, a etapa estadual Bahia da 2ª Conferência Nacional do Trabalho teve como foco os temas da ultratividade (validade de um acordo ou convenção coletiva até que patrões e empregados assinem um novo termo) e da redução da jornada de trabalho, com destaque para o fim da escala de trabalho 6×1. O evento aconteceu nesta sexta-feira (28), no Hotel Fiesta, em Salvador.

Na abertura, a superintendente regional do Trabalho, Fátima Freire pediu que representantes do governo, empresários e sindicalistas definissem boas propostas da Bahia que serão levadas para a etapa nacional, em março de 2026, na cidade de São Paulo. O secretário do Trabalho da Bahia, Augusto Vasconcelos destacou que “é possível construir consensos sem secundarizar divergências de ideias, com as partes vendo o trabalho centro da vida humana, que precisa ser valorizado”.

Vários dirigentes da CTB se revezaram na defesa das propostas da bancada dos trabalhadores. “Nosso papel foi reforçar bandeiras importantes da classe trabalhadora. O resgate da ultratividade é essencial para que os sindicatos negociem com mais força nas campanhas salariais. E o fim da escala 6×1 vai gerar mais empregos e mais saúde para quem trabalha no comércio e demais setores”, disse a presidenta da Central e do SintraSuper, Rosa de Souza, que também defendeu o direito de negociação para os servidores públicos.

Reforçaram o pensamento de Rosa os dirigentes Jerônimo Silva Júnior (Sindicato dos Bancários e secretário nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da CTB), Arielma Galvão (dirigente da APLB e secretária de Políticas de Educação da CTB Bahia), Ivandilda Brito (presidenta do Sindsaúde BA e secretária de Imprensa da CTB Bahia) e Bruno Carianha (Sindseps e secretário de Serviço Público Municipal da CTB Bahia).