SintraSuper reforça Dia Nacional de Mobilização pelo Fim da Escala 6×1

Várias manifestações pelo Brasil marcaram, nesta terça-feira (30), o Dia Nacional de Mobilização pelo Fim da Escala 6×1, organizado pelo Fórum das Centrais e as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. Em Salvador, o ato aconteceu na Praça da Piedade,

Conduzida pela CTB Bahia e demais centrais, a manifestação reuniu sindicalistas de várias entidades para engajar a sociedade, trabalhadores e trabalhadoras visando pressionar o Senado a fazer o mesmo que a Câmara Federal: por fim a essa escala de trabalho desumana.

“Mesmo com Copa do Mundo e o período de festas, estamos nas ruas para deixar claro aos senadores que o Brasil quer o fim da escala 6×1. A Câmara dos Deputados entendeu isso e voto a favor da classe trabalhadora. Vamos seguir com novas ações e que os senadores estejam em sintonia com o sentimento do povo brasileiro”, disse Rosa de Souza, presidenta da CTB Bahia.

SUPERMERCADOS

Segundo o secretário de Finanças, Antônio Suzart, quem trabalha nos supermercados sente na pele os efeitos nocivos da escala. “A nossa categoria e o nossa entidade estão firmes nessa luta das centrais. Sabemos o que é trabalhar, às vezes, mais de oito horas por dia, além dos finais de semana, mesmo com o Sindicato garantindo folgas e pagamentos para os domingos e feriados nas convenções coletivas. Queremos as escala 5×2, já”, enfatizou, ao lado de outros dirigentes e assessores.

O presidente da Federação dos Comerciários (FEC Bahia) e secretário sindical do PCdoB, Jairo Araújo, reforçou a ideia de fazer várias ações que pressionem os senadores. “Aqui na Bahia, Angelo Coronel não disputará a eleição do Senado. Por isso, é contra o fim da 6×1 e votou a favor da PEC que impõe trabalho e salário por hora. Mas, os filhos deles serão candidatos. É importante lembrá-los disso”, afirmou.

QUALIDADE DE VIDA

Segundo o coordenador-geral licenciado da APLB, Rui Oliveira, a luta pela redução da jornada de trabalho é uma reivindicação histórica do movimento sindical e a sociedade abraçou a causa. “Queremos relações de trabalho mais justas, mais qualidade de vida e valorização do trabalho”, defendeu.

Para o presidente do PCdoB da Bahia, Geraldo Galindo, “os atos pelo fim da escala 6×1 ajudam a enfrentar e desmascarar a extrema-direita, que já mostrou em países como a Argentina, adotarem medidas que precarizam ainda mais as relações de trabalho”.