Há mais de 200 anos, o povo baiano e turistas reverenciam a tradicional Lavagem do Bonfim, que é precedida de um cortejo de 8 quilômetros, entre a Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia (no Comércio) e a Igreja de Senhor do Bonfim (no Bonfim). Além de fiéis, participam todos os anos lideranças e entidades dos movimentos sociais e do sindicalismo, como a CTB, a FEC Bahia e o SintraSuper.
“Estamos na festa do Bonfim para reforçar a luta pelo fim da escala 6×1 e para derrotar a extrema-direita, além de eleger mais deputados e senadores comprometidos com a soberania nacional e a pauta da classe trabalhadora. Também expressamos nossa solidariedade ao povo venezuelano, vitima de uma invasão covarde dos Estados Unidos, comandado por Donald Trump”, destacou Jairo Araújo, presidente da Federação dos Comerciários e dirigente da CTB Bahia.

O sindicalista esteve ao lado do presidente dos Comerciários de Salvador, Renato Ezequiel, o vice-presidente do SintraSuper, Edvã Galvão, além de vários dirigentes das duas entidades. “Nossas bandeiras políticas se misturam aos pedidos dos populares, nessa mistura de fé e tradição que une sagrado e profano. Buscamos essa energia do povo para começar bem as lutas e ter um ano vitorioso”, diz Galvão.
FÉ, CULTURA E POLÍTICA
Para o coordenador-geral da APLB, Rui Oliveira, é bom caminhar com o povo e levar uma mensagem que une fé, cultura popular e reivindicação política. “São marcas históricas da presença dos trabalhadores da Educação e de outras áreas na festa do Bonfim. É a voz de quem constrói diariamente a Bahia, pedindo proteção, respeito e o reconhecimento de direitos”, frisou.

Grupos religiosos, ativista e musicais tiveram ao seu lado a forte presença política de autoridades, como o governador Jerônimo Rodrigues (PT); o secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Augusto Vasconcelos; a vereadora Aladilce Souza; os deputados federais do PCdoB, Alice Portugal e Daniel Almeida; e a deputada estadual Olívia Santana.










