SintraSuper fortalece ato contra ação ilegal dos EUA na Venezuela

Depois de Caracas, capital da Venezuela, e vários países do mundo, o Brasil também começou a ter atos contra a ação militar ilegal dos Estados Unidos. Na Bahia, uma grande manifestação de solidariedade ao povo venezuelano uniu sindicatos, partidos de esquerda e organizações sociais. O ato nesta segunda-feira (5) começou na Praça da Piedade e seguiu com uma caminhada até a Praça Castro Alves.

As lideranças se revezaram ao microfone do carro de som reafirmando que a América Latina não aceitará ser subjugada. A CTB Bahia mobilizou dirigentes e garantiu presença forte. “Estamos aqui para dizer bem alto aos Estados Unidos que quem manda nos países da América Latina é o seu povo. Não se pode aceitar o discurso mentiroso de que a ação foi para combater o tráfico de drogas. O que eles querem é garantir que as empresas de petróleo norte-americanas controlem a maior reserva de petróleo do mundo”, afirmou Rosa de Souza, presidenta da Central e do SintraSuper.

O sentimento latino-americano pela soberania dos países do continente foi reforçado pela FEC Bahia. “Os Estados Unidos estão com as mãos meladas de sangue por intervir militarmente em vários países, como o apoio ao genocídio praticado por Israel contra o povo palestino. Mataram vários presidentes de países com grandes reservas de petróleo. Aqui está a resistência, que tem a grande tarefa de não permitir que o Brasil caia na mão da extrema-direita, pois faz o jogo dos americanos”, destacou Jairo Araújo, presidente da Federação dos Comerciários.

CONTRA O IMPERIALISMO

Também reforçou a posição anti-imperialista Rui Oliveira, coordenador geral da APLB. “Reafirmamos o compromisso com a soberania dos povos, a autodeterminação das nações e a solidariedade internacional. Vamos somar forças contra o imperialismo e em defesa da democracia e da justiça social. A presença nas ruas é fundamental na construção de um projeto popular para a América Latina, baseado na dignidade, na paz e na soberania”, afirmou.

A deputada federal Alice Portugal destacou que o ato em Salvador denuncia a política imperialista de Trump. “A soberania de um país não pode ser violada criminosamente por interesses escusos de outras nações. A América Latina não é quintal de ninguém”, afirmou, ao lado de outros representantes dos partidos de esquerda: Daniel Almeida (deputado federal do PCdoB); os deputados estaduais Robinson Almeida (PT) e Hilton Coelho (PSol); e o vereador Hamilton Assis (PSol).